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CRÓNICAS AGUDAS

DE

COISAS ROMBUDAS

 

 

 

 

 

Quando em Abril de 1974 Portugal começou, embora com muito frescos receios e visíveis marcas  de velhas mordaças, a poder exprimir o seu pensamento e a balbuciar as primeiras palavras de país livre, eu, que estou muito longe de ser um revolucionário e ainda muito mais distante de ser um irrequieto activista, pude também, pela primeira vez, soltar palavras sempre reprimidas e arejar ideias até aí, no íntimo, abafadas.

Pude passar a dizer quase tudo sem medo de ser escutado por qualquer tipo que possa estar  sentado junto à minha mesa no café a ler atentamente o seu jornal, ou, parado, perto de  mim e do amigo que comigo conversa no passeio, a ver com todo o seu interesse uma montra qualquer que, para o efeito, tanto pode ser de sapatos de senhora como de roupa para criança.    

Sou livre?

Não sou!

Falta um quase, aliás um vasto quase, que, estou certo, nunca hei-de poder vir a eliminar.  Vivo, e já não é nada mau, numa espécie de liberdade condicionada.

Sempre lembro a família que me quer e a quem quero bem; os bons e leais amigos que por nada deste mundo quero perder; aquelas tantas bestas que não suporto, mas de que dependo para sobreviver e que estoicamente, de boa cara, tenho de aturar; aquele presunçoso gerente do banco de quem depende o empréstimo que, aflito, lá fui pedir; aquela sempre antipática senhora que, abnegadamente, me salvou o filho de morrer afogado; aquele outro tipo integralmente corrupto que, solícito, largou tudo, (menos a corrupção entranhada), e me levou, de pronto, à urgência do hospital.

Chamem-me o que quiserem, pensem de mim o que muito bem lhes aprouver, mas a minha liberdade tem os seus limites, e sou eu quem, por ser assim tão limitadamente livre, cautelosamente os vai definindo.

Isolino de Almeida Braga

  

* NOTA: Por definição, as crónicas (do gr. khrónos, tempo) são escritas perante  factos e acontecimentos, muitas vezes extremamente fugazes, que marcam um certo tempo e facilmente passam de moda. Ao reler muitas delas, algumas até não muito distantes, interroguei-me, por momentos nem sempre breves, sobre a razão que me levou a escrevê-las. Nem sempre foi tarefa fácil!

Perante isso, e tal com estou a fazer com esta "nota",  resolvi acrescentar, apenas nos casos em que tal achei necessário, meia dúzia de palavras que permitam ajudar a compreender  quem mais tarde, eu próprio incluído,  as vier  a ler fora do tempo que me as fez inspirar.

 

 

 

ÍNDICE

 
   
   

*** PARA TODOS

 
   
   

Uma questão de fé

                in PÚBLICO _ 10.Ago.2010

Tudo isto é triste

                in PÚBLICO _ 09.Jun.2010

Escuridão

                in PÚBLICO _ 01.Jun.2010

A consola

                in PÚBLICO _ 26.Mai.2010

Um pedido à Liberdade

                in PÚBLICO _ 12.Fev.2010

Boas notícias

in PÚBLICO _ 28.Jan.2010

Dali e os daqui

in PÚBLICO _ 20.Jan.2010

Como vai o tempo

in PÚBLICO _ 10.Jan.2010

As festas

in PÚBLICO _ 17.Dez.2009

A falar verdade

in PÚBLICO _ 27.Nov.2009

Seja o que eles quiserem

in PÚBLICO _ 11.Nov.2009

Onde é que você estava antes do Big Bang?

in PÚBLICO _ 30.Out.2009

Mudanças de pele

in PÚBLICO _ 30.Jun.2009

Para tentar acabar com a roubalheira

in PÚBLICO _ 03.Jun.2009

Maiorias

in PÚBLICO _ 18.Mai.2009

O nosso maravilhoso cérebro

in PÚBLICO _ 08.Mai.2009

Lama

in PÚBLICO _ 02.Mai.2009

Uma lista quase sem nomes

in PÚBLICO _ 29.Mar.2009

Já viram o fiasco?!

in PÚBLICO _ 13.Mar.2009

Fino sim, parvo não!

in PÚBLICO _ 03.Mar.2009

A sorte de ser capaz

in PÚBLICO _ 10.Fev.2009

Nunca mais é Páscoa

in PÚBLICO _ 15.Jan.2009

O tamanho das pernas

in PÚBLICO _ 10.Jan.2009

Os olhos

in PÚBLICO _ 24.Nov.2008

À prova de água

in PÚBLICO _ 05.Nov.2008

Telescópios

                     in PÚBLICO _ ? _  2008

Os venerandos bonecos

in PÚBLICO _ 30.Out.2008

Mandioca

in PÚBLICO _ 18.Set.2008

Vou escrever um livro

in PÚBLICO _ 16.Mai.2008

As baleias

in PÚBLICO _ 24.Jan.2008

O trânsito que tanto nos une

in PÚBLICO _ 21.Abr.2006

Lá virá o tempo!

in PÚBLICO _ 11.Jan.2006

Adivinhem em quem vou votar

in PÚBLICO _ 29.Dez.2005

A luta dos ventos

in PÚBLICO _ 23.Dez.2005

Prenda de Natal?

in PÚBLICO _ 11.Dez.2005

A ousadia de Cavaco

in PÚBLICO _ 15.Nov.2005

Portugal entre os melhores

in PÚBLICO _ 06.Nov.2005

A greve dos reformados

in PÚBLICO _ 08.Out.2005

Em busca da salvação

in PÚBLICO _ 18.Set.2005

A minha casa ainda não ardeu

in PÚBLICO _ 28.Ago.2005

De regresso aos campos

in PÚBLICO _ 21.Ago.2005

Más digestões

in PÚBLICO _ 11.Ago.2005

Pedalar para manter a forma

in PÚBLICO _ 29.Jun.2005

Ora essa!

in PÚBLICO _ 16.Jun.2005

Que fique tudo bem claro

in PÚBLICO _ 09.Jun.2005

Já não vou passar a fumar mais

in PÚBLICO _ 31.Mai.2005

Fala um arrependido

in PÚBLICO _ 16.Mai.2005

A minha tia Zulmira

in PÚBLICO _ 26.Abr.2005

O poder, afinal, também mata

in PÚBLICO _ 12.Abr.2005

Os Marretas

in PÚBLICO _ 29.Jan.2005

Será desta?

in PÚBLICO _ 11.Jan.2005

Enquanto houver couves …

in PÚBLICO _ 07.Jan.2005

As dimensões dos candidatos

in PÚBLICO _ 15.Out.2004

Com os cabelos em pé

in PÚBLICO _ 06.Set.2004

As cadeiras

in PÚBLICO _ 25.Ago.2004

A tampa

in PÚBLICO _ 11.Jul.2004

O Porto perdeu

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 21.Mai.2004

O rabecão

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 30.Abr.2004

Dizer mal

in PÚBLICO _ 29.Mar.2004

O riso na sua essência

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 16.Abr.2004

Operação mãos limpas

in PÚBLICO _ 14.Mar.2004

De morte natural

in PÚBLICO _ 04.Mar.2004

O Zé dos telhados

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 26.Mar.2004

Solitários e solidários

in PÚBLICO _ 26.Mar.2004

O mito da Internet

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 26.Mar.2004

O futebol é outra música

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 19.Mar.2004

Um marco na minha vida

in PÚBLICO _ 04.Mar.2004

Títulos em alta

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 18.Jan.2004

Andar de popó

in PÚBLICO _ 17.Fev.2004

O fontanário

in PÚBLICO _ 08.Fev.2004

Pelas ruas da amargura

in PÚBLICO _ 24.Jan.2004

A descascar

in PÚBLICO _ 18.Jan.2004

Os carros dos combatentes

in PÚBLICO _ 09.Jan.2004

A brincar com os números

in PÚBLICO _ 04.Jan.2004

As excepções como regra

in PÚBLICO _ 24.Dez.2003

20,00 valores

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 19.Dez.2003

Andando por aí

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 12.Dez.2003

Desconfiado que eu sou!

in PÚBLICO _ 10.Dez.2003

O tamanho do pé

in PÚBLICO _ 06.Dez.2003

Rir vai fazer-nos bem

in PÚBLICO _ 26.Nov.2003

Pássaros de mama

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 21.Nov.2003

Fechado por dentro

in PÚBLICO _ 13.Nov.2003

A injustiça funciona

in PÚBLICO _ 07.Nov.2003

Por favor, digam-me a verdade

in PÚBLICO _ 27.Out.2003

Queiram desculpar

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 24.Out.2003

Um furo no pneu de trás

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 10.Out.2003

O almiqui

in PÚBLICO _ 10.Out.2003

Portugal lançado às férias

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 05.Set.2003

Heróis da terra

in PÚBLICO _ 03.Set.2003

Uma sugestão enlatada

in PÚBLICO _ 28.Ago.2003

Pouco chá e alguma simpatia

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 20.Ago.2003

Estádios do futuro

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 15.Ago.2003

Gestores públicos, contas privadas

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 08.Ago.2003

Fugas à sevilhana

in PÚBLICO _ 19.Jul.2003

No signo do carneiro

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 18.Jul.2003

As histórias do nosso tempo

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 11.Jul..2003

A minha escola

in PÚBLICO _ 07.Jul.2003

Dizer e fazer

in PÚBLICO _ 30.Jun.2003

Portas escancarado

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 20.Jun..2003

No país das cerejas

in PÚBLICO _ 14.Jun.2003

O meu passamento

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 13.Jun..2003

A feijões

in PÚBLICO _ 04.Jun.2003

Por que faltei à reunião

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 23.Mai.2003

As minhas colecções

in PÚBLICO _ 16.Mai.2003

Pimenta na língua

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 09.Mai.2003

O meu espanto

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 03.Mai.2003

Gente de sucesso

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 26.Abr.2003

O nosso Liceu tem nome

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 18.Abr.2003

Falha de luz

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 11.Abr.2003

Em nome da Paz

in PÚBLICO _ 10.Abr.2003

O tempo passa a correr

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 14.Mar.2003

Olho por olho

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 14.Fev.2003

Outros caminhos

in PÚBLICO _ 10.Jan.2003)

Gatos e homens

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 24.Jan.2003

A minha ida ao concerto

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 10.Jan.2003

A farmácia

in PÚBLICO _ 12.Dez.2002

A farsa sem graça

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 05.Dez.2002

Uma questão de zeros

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 15.Nov.2002

A guerra incivil

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 01.Nov.2002

Lula

in PÚBLICO _ 31.Out.2002

Einstein e outros ignorantes

in O PRIMEIRO DE JANEIRO _ 18.Out.2002

O milagre de não morrer

in PÚBLICO _ 14.Out.2002

Um casino na minha terra!

in PÚBLICO _ 06.Out.2002

O Metro a olho

in PÚBLICO _ 01.Out.2002

Os segredos da cozinha caseira

in PÚBLICO _ 15.Set.2002

O alfaiate                                                           

in PÚBLICO _ 02. Set.2002

A minha vocação

in PÚBLICO _ 26.Ago.2002

O outro lado da ponte

in VALADARES & A CIDADE _ Set.2002

A tradição da força

in PÚBLICO _ 19.Ago.2002

A aragem na carruagem

in PÚBLICO _ 01.Jul.2002

O prazer de correr na via pública

in PÚBLICO _ 26.Mai.2002

A douta geração

in PÚBLICO _ 19.Mai.2002

Furanos, Siclanos e Beltratos

in PÚBLICO _ 18.Mai.2002

Onde estava eu?                                             

in PÚBLICO _ 03.Mai.2002

Quando ele for grande

in PÚBLICO _ 15.Abr.2002

A lua cheia

in PÚBLICO _ 08.Abr.2002

Valeu-me o médico de família               

in PÚBLICO _ 19.Mar.2002

Juro que vai ser verdade

in PÚBLICO _ 11.Mar.2002

O caminho marítimo para a Europa

in PÚBLICO _ 18.Fev.2002

Lembrem-se de mim                              

in PÚBLICO _ 04.Fev.2002

O zero e o infinito

in PÚBLICO _ ... .Jan.2002

Por que menti 

in PÚBLICO _ 09.Dez.2001

No presente do indicativo

in PÚBLICO _ 29.Nov.2001

O método de redução ao absurdo

in PÚBLICO _ 22.Out.2001

Um cruzeiro de sonho

in PÚBLICO _ 06.Ago.2001

Manchester United

in PÚBLICO _ 14.Jun.2001

Ingratidão

in PÚBLICO _ 28.Mai.2001

O mundo animal

in PÚBLICO _ 03.Mai.2001

As épocas da desova

in PÚBLICO _ 04.Mar.2001

Missão

in PÚBLICO _ 28.Set.2000

Acerca do filme Branca de Neve           

in PÚBLICO _ 17.Nov.2000

Enjoo

in PÚBLICO _ 14.Set.2000

Um país de dotados                                     

in PÚBLICO _ 02.Out.1999

Os olhos e os cotovelos

in O DIA _ 02.Jan.1990

Era uma vez…

in O DIA _ 14.Jan.1990

   
   
   
   

 *** PARA PORTALEGRE, minha terra adoptiva    

 
 

  * FAVAS CONTADAS

   

Vamos lá a ver…

in Jornal do Alentejano _ 2004

A grandeza da pequenez

in Jornal do Alentejano _ 2004

Villas

in Jornal do Alentejano _ 2004

A minha apresentação

in Jornal do Alentejano _ 2004

A minha revolução

in Jornal do Alentejano _ 2004

Crime premeditado?

in Jornal do Alentejano _ 2004

Dá dor

in Jornal do Alentejano _ 2004

Hoje, aqui me penitencio

in Jornal do Alentejano _ 2004

Jóias mal encastradas

in Jornal do Alentejano _ 2004

Não parece, mas isto é uma prece

in Jornal do Alentejano _ 2004

No coreto do jardim

in Jornal do Alentejano _ 2004

O Navio Fantasma

in Jornal do Alentejano _ 2004

Parque, para que te quero?

in Jornal do Alentejano _ 2004

Uma fronteira retirada

in Jornal do Alentejano _ 2004

Uma homenagem muito sentida

in Jornal do Alentejano _ 2004

 

   
   

*** PARA ALGUNS

 
   
   
   
   
 

 

 

          Oportunidades das frescas            2012
          À procura das palavras            2012
          O calhau             2011
          Chuva             2011

As bruxas

2010

Mais um valioso apoio

2010

A arte de ser flor

2010

Transferências de Inverno

2010

Sistemas de unidades

2009

Coisas de graúdos

2009

Ser Professor

2009

Vai ser assim

2009

A parábola de Louçã

2009

Batam com muita força no vidro

2008

Ler faz bem

2008

Não batam no vidro

2008

O circo está aí

2008

Portugal na conquista do Espaço

2008

O segredo do negócio

2008

Faladrar

2008

Ralações humanas

2008

Subtilezas

2008

A corda

2008

Totó, não me leve a mal

2008

Um INI na Casa da Música

2008

Socorro!

2008

 Na Idade do Ferro

2008

Badamecos em camadas

2008

Zunzum

2008

A Casa da Música

2007

A casa do meu filho Manel

2007

Da cultura, sem ofensa

2006

Com a saúde também se brinca

2006

Porque será?

2006

Os equilibristas

2006

Umas simpatias!

2006

Um Domingo passado ao Sábado

2005

Candidato-me à eternidade

2005

Traduttore, traditore

2005

Poche!

2005

Só para tirar as teimas

2005

Não se pode ser bom

2005

O país precisa de todos

2005

Jogos com fronteiras

2004

Miserere nobis!

2004

Cash & Carry

2004

FINICISA, Fibras Sintéticas, SA _  Cenas Avulsas

2003

Histórias do Século XX _  Licev de Alexandre Herculano

2002 

Carta a uma jornalista da RTP/Porto

1998

FINICISA, Fibras Sintéticas, SA

1998

FINICISA, Fibras Sintéticas, SA _  Cenas Avulsas

1992

FINICISA, Fibras Sintéticas, SA _  Cenas Avulsas

1990

FINICISA, Fibras Sintéticas, SA _  Eins, zwei, drei…

1990

FINICISA, Fibras Sintéticas, SA _  Carta de Elizabeth II

1990

FINICISA, Fibras Sintéticas, SA _  Carta a Elizabeth II

1990

Tr`amar o próximo

1990

 

*** PARA MIM

 

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